O caminho da Constelação Familiar

April 2, 2018

Bert Hellinger percorreu um longo caminho até chegar na constelação familiar. Começou com a dinâmica de grupo, onde ele observou o puro encontro de uma pessoa com outra e seus benefícios. Passou pela psicanálise, o oposto do trabalho em grupo, onde a atenção está dirigida ao íntimo. A terapia primal que é um método onde a pessoa expressa sentimentos reprimidos num âmbito protegido, principalmente a tristeza e a dor. A análise transacional, a análise de scripts, que estuda que todos nós temos um plano de vida pessoal secreto e por fim a Terapia familiar, que olha para onde estamos de maneira inconsciente ligados e emaranhados. Bert também pautou seu trabalho em outras ferramentas como a hipnoterapia segundo Milton Erickson, a programação neurolinguística e também a fenomenologia.

Bert diz que a Constelação Familiar não pertence a ninguém nem a ele. É uma ciência que está à disposição e em constante evolução. Em seus livros lembra que a psicoterapia científica, onde existem modelos reproduzíveis para que o mesmo resultado possa ser alcançado através do mesmo procedimento, pode ser feito facilmente nas ciências naturais, mas que na Alma humana isto não é possível.

A psicoterapia científica é linear, atua em determinada causa e resulta um determinado efeito. Ele cita neste caso os médicos, que podem e devem atuar em grande parte cientificamente.  Na psicoterapia fenomenológica isto não é possível, o terapeuta está num contexto maior onde também o sistema familiar do cliente está incluído.

A constelação familiar busca uma solução para o cliente. Porém esta solução não vem do facilitador, ela vem do próprio sistema. O terapeuta só consegue isso se estiver em paz com seu próprio sistema, sem nenhuma intenção, nem medo. Bert salienta que este tipo de trabalho não pode ser aprendido, como quando aprendem regras, mas que o essencial é se levar pela percepção e que isso é adquirido através de exercício e acompanhamento.  

Algumas vezes acontece de não haver uma solução e compara o facilitador a um guerreiro que vai até o extremo, onde tudo pode dar certo ou tudo pode falhar. O que vem a luz através da constelação é um instrumento para a ação à qual devemos nos entregar, mesmo que não entendamos.  “Porque o que realmente é, e para onde conduz, torna-se visível somente no final, não no início” (Bert Hellinger, A fonte não precisa perguntar pelo caminho).

 

 

 

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